Harmonizações
Cervejas ideais para... o outono

O inverno ainda não chegou, mas a brisa dos dias frios já se faz sentir no outono do nosso contentamento. Pensamos em acender finalmente a lareira, mas enquanto não o fazemos, degustamos uma cerveja que respeita a época do ano. 


“Foi em setembro que te conheci

Trazias nos olhos a luz de maio

Nas mãos o calor de agosto

E um sorriso. Tão grande que não cabia no tempo”


Vítor Espadinha, Recordar é Viver


Estávamos em 1978 quando Vítor Espadinha popularizou a frase: “Foi em setembro que te conheci.” A canção Recordar é Viver fala do final do verão e da transição entre épocas. Do ano e da vida. Quando, a 22 de setembro, o outono irrompe pela janela das nossas casas, traz a calma, a tranquilidade e a nostalgia. A transição entre o verão e o outono é uma época marcada pelo regresso às rotinas e reencontros, pelas primeiras chuvas pós-verão, em Portugal, e pelas noites frias. À mesa começam a chegar as comidas mais encorpadas e complexas e a cerveja acompanha, até na vertente cromática, as folhas âmbar que caem no chão.


No outono, a cerveja tem a dupla função de refrescar o corpo – nos dias mais quentes ou no chamado Verão de S. Martinho – mas também saciar a alma, que procura suportar o fim do verão no hemisfério norte. 


Entre as cervejas da época há algumas que rapidamente nos poderão surgir na memória, como a Pumpkin Ale, que tem como principal ingrediente a abóbora e é especialmente apreciada nos Estados Unidos, ou a Festbier, criada pela Paulaner, na década de 1970, para celebrar o Oktoberfest. No entanto, e porque a estação ainda se demora por cerca de três meses, partilhamos outras três sugestões de cerveja para que o teu outono seja menos tristonho e mais saboroso.

1. Märzen

No mundo cervejeiro, o outono é marcado pela Oktoberfest. Na festa de Munique, assim como nas centenas de réplicas inspiradas na Oktoberfest que se realizam um pouco por todos os países com tradição cervejeira, a Märzen é rainha. Produzida há mais de 200 anos, na Baviera, no mês de março, para atingir o pico do sabor no mês de outubro, esta Amber Lager maltada era armazenada em caves para permanecer fresca durante o verão. Para uma melhor preservação, os mestres cervejeiros davam à cerveja um teor alcoólico elevado: cerca de 6%. Este é um dos motivos, aliás, que esteve por detrás da criação da Festbier que mencionámos, mais leve e apetecível para beber durante o festival alemão nos tempos modernos. Hoje, apesar de ser bebida durante todo o ano, devido à grande procura, a Märzen continua a ser uma cerveja de outono.


De cor alaranjada, a Märzen é transparente, límpida e brilhante. No nariz, a intensidade dos maltes alemães é moderada. Destaque para as notas tostadas de pão e biscoito e para o pouco a nenhum aroma de lúpulo. Na boca, o malte inicial sugere doçura, mas o final é seco. A espuma é suave, em tons de marfim.


Para acompanhar com...

Sendo uma cerveja tão tipicamente bávara, a Märzen harmoniza com especialidades gastronómicas locais, como a carne de porco, o presunto, a salsicha e outros enchidos. Mas também podes combiná-la com carnes brancas, queijos de média intensidade, frango assado, peixes gordos ou, nas sobremesas, doces de coco.

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Tipo de harmonização | Complemento

Pensa nesta harmonização como uma dupla perfeita: uma espécie de Lennon / McCartney da gastronomia. No caso da Märzen, as notas de pão, tostado e a doçura do caramelo elevam o sabor dos pratos típicos da cozinha tradicional alemã, como as salsichas grelhadas, também conhecidas como bratwurst.


Podes pensar na Märzen como uma cerveja para beber durante um barbecue de início de outono, onde ainda dá gosto estar ao ar livre, ou uma festa familiar. Além das comidas que não precisam de prato para degustar, como as carnes de porco fumadas, este estilo complementa aperitivos salgados: os pretzels mas sobretudo os queijos, nomeadamente aqueles que são típicos dos Alpes, como os Gruyère, Fontina e Comté, ou da qualidade Gouda, da vizinha Holanda. Aqui, a doçura do caramelo da Märzen entra no salgado da boca como manteiga em pão quente. 

2. Imperial Stout

O outono é a estação em que a luz artificial substitui a luz solar: os dias ficam mais pequenos e a mudança da hora acrescenta um toque melancólico aos nossos finais de tarde. Nada como uma boa cerveja preta para ajudar o nosso corpo e alma a entrar no outono, deixando para trás os dias mais soalheiros. 


Stout ou Porter são duas boas opções para ver as folhas castanhas caírem das árvores, mas a Imperial Stout impressiona pela sua robustez: alto teor alcoólico (até 12%), cor escura, sabor rico a malte, aroma intenso e caráter doce maltado. Na Imperial Stout, o amargor acaba por estar presente mais devido ao tostado dos maltes torrados do que propriamente pela adição do lúpulo. É uma boa cerveja, por exemplo, para beberes no Halloween, enquanto histórias de bruxas e alewifes pairam no ambiente da festa. 


Para acompanhar com...

O corpo intenso da Imperial Stout harmoniza com alimentos que estejam à sua altura: refeições mais pesadas, como feijoada ou um bife com molho, sobremesas cremosas como cheesecake, leite creme, panna cotta, tiramisu, tartes, tortas e gelados. Como todas as Stout, a Imperial Stout ganha uma dimensão especial quando acompanhada com chocolate: bolos secos ou cremosos, brownies, entre outros.

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Tipo de harmonização | Semelhança

A Imperial Stout traz-te uma variedade de maltes complexos e capazes de revelar diferentes aromas e sabores ao teu nariz e papilas gustativas. Grãos quentes, fruta, chocolate, couro e até tabaco – todos estes elementos estão presentes nesta cerveja que se bebe de modo tão prazenteiro no outono. Por isso, podes harmonizá-la, por semelhança, com sobremesas ou comidas mais doces e intensas. Prepara-te, se assim desejares, para uma festa de sabores sem fim.

3. West Coast IPA

Na indústria cervejeira, como noutras ligadas à agricultura, existem produtos de época. As cervejas produzidas no final do verão e início de outono beneficiam dos melhores e mais frescos lúpulos e cevadas. Este processo favorece as cervejas mais lupuladas – por exemplo, da família da India Pale Ale (IPA)


A West Coast IPA é uma cerveja de cor dourada que tem no amargor a sua essência. Produzida na costa oeste dos Estados Unidos, próxima dos campos de lúpulo, esta cerveja celebra a colheita desta planta herbácea.  A West Coast IPA é também fruto do boom da cultura cervejeira americana e da experimentação – esta última trouxe-lhe os aromas cítricos e tropicais e sabores intensos. O teor alcoólico elevado, entre 6,7% e 8%, ajuda a suportar as noites mais frescas do outono.


Para acompanhar com...

A West Coast IPA é uma cerveja com um teor alcoólico elevado e um aroma arrojado a lúpulo, amargor intenso e sabor a citrinos e pinho. Assim, dá-se bem com comidas com gordura – hambúrgueres, salmão ou cavala –, mas também pratos mexicanos, indianos ou sobremesas com citrinos. 

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Tipo de harmonização | Contraste

O amargor da West Coast IPA contrasta bem com comidas gordurosas e salgadas, limpando o palato a cada gole. Esta dualidade permite-te encontrar uma surpresa sempre que levas o garfo ou o copo à boca.

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