Curiosidades
10 momentos que mudaram a história da cerveja

Comprar uma cerveja. Colocá-la no copo. Beber um gole. Não há nada mais simples que desfrutar de uma cerveja refrescante, mas na origem deste momento tão comum existe um mundo de inovações, coincidências, criatividade e perseverança. Descobre, neste artigo, 10 dos momentos que mudaram a história da cerveja.

1. Invenção da agricultura, pré-história

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A agricultura mudou a humanidade – e a história da cerveja está intimamente ligada a este momento que levou os nossos antepassados a instalarem-se num local fixo, a fundarem aldeias, vilas, cidades e a deixarem o seu legado para as sucessivas gerações.


Mas se a cerveja, e os segredos da sua produção, beneficiou do aparecimento das civilizações, também a agricultura deve parte do seu sucesso à cerveja. Até aos anos 1950, pensava-se que os agricultores começaram a cultivar cereais para fazer pão, mas há cada vez mais especialistas a questionarem se aquele alimento seria motivação suficiente.


Muitos deles dizem que foi a cerveja, e não o pão, a permitir o desenvolvimento da agricultura, como provam os artefactos de cerâmica com 9000 anos recolhidos na China. Além de ser deliciosa e de ter os mesmos nutrientes que o pão, a cerveja tornava a água segura para beber. Um alimento win-win.

2. Lançamento do livro Physica, c. 1150

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Há quase um milénio, a monja Hildegarda de Bingen descreveu as qualidades do lúpulo enquanto conservante quando adicionado a uma bebida como a cerveja. O texto, que pode ser lido no capítulo “De Hoppho”, do livro Physica, influenciou a produção da bebida no centro da Europa e tornou o lúpulo num dos ingredientes chave da cerveja.


O resto é história: esta planta trepadeira concentra uma complexidade e variedade que influencia todos os estilos de cerveja que bebes, os seus aromas e sabores. Se, hoje, novas receitas são adicionadas com bastante frequência ao cardápio cervejeiro, podes agradecer em grande parte à monja beneditina alemã.

3. Nascimento da IPA, final do séc. XVIII

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Quando a Índia se tornou um importante ponto de comércio para os ingleses, no século XVII, tornou-se uma prioridade levar cerveja para matar a sede dos trabalhadores da Companhia Britânica das Índias Orientais. Sem condições para produzir a bebida in loco, os comerciantes tentaram importá-la diretamente de Inglaterra. O problema? Manter a qualidade da cerveja durante os seis meses da viagem era praticamente impossível.


Até que, movido pela informação de que o lúpulo ajudava a preservar a bebida durante mais tempo, o cervejeiro George Hodgson começou a produzir uma pale ale mais alcoólica e que ficava em maturação durante 18 meses. Em 1835, o jornal Liverpool Mercury cunhou o termo India Pale Ale e a sigla IPA ficou até aos nossos dias.

4. Oktoberfest, 1810

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Em outubro de 1810, o príncipe Ludwig e a princesa Therese de Saxe-Hildburhausen casaram em Munique e convidaram toda a cidade para a festa. O acontecimento foi tão marcante que, um ano depois, a festa repetiu-se e tornou-se uma tradição local que ainda hoje permanece viva.


Ao longo dos anos, a festa evoluiu para um evento mundial, que acontece sempre entre setembro e outubro, durante duas semanas, e no qual a cerveja é rainha e senhora. Em 2018, seis milhões de visitantes beberam 7,5 milhões de litros de cerveja no Oktoberfest. Este é o maior cartão de visita para a bebida e contribuiu, a cada ano, para a sua inovação e implementação.

5. Tambor de Wheeler, 1817

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Quando inventou um novo método de preparação do malte, o engenheiro britânico Daniel Wheeler ficou para sempre na história cervejeira. Inspirado no processo de torra do café, Wheeler adaptou-o através de um tambor metálico rotativo, um aparelho que permitia que o malte fosse torrado de modo mais homogéneo e sem ter contacto direto com a combustão do forno.


Esta técnica tornou possível o ajuste da temperatura e a duração do processo de secagem, controlando assim a cor e o sabor do malte. O tambor de Wheeler veio em boa altura: apenas quatro meses após o engenheiro ter anunciado a sua invenção, uma nova lei proibia a queima de açúcar para escurecer a cerveja. A indústria cervejeira modernizou-se, aumentou a segurança dos seus produtos e elevou a qualidade.

6. A descoberta da levedura, 1857

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Em 1680, o holandês Anton van Leeuwenhoek fez as primeiras observações microscópicas de leveduras, mas foram precisos mais 177 anos para provar que estes pequenos seres do reino dos fungos eram responsáveis pela fermentação alcoólica. Só aí o homem percebeu que, sem levedura, não haveria cerveja. A descoberta foi feita pelo célebre cientista Louis Pasteur, o mesmo que criou a primeira vacina contra a raiva e que patenteou o método de – o nome não engana – pasteurização.


Milhares de anos antes da identificação científica das leveduras, os cervejeiros já sabiam como “domesticá-las” – que o digam os egípcios. No entanto, só a ciência permitiu, a partir do século XVIII, que a sua comercialização se tornasse comum na Europa, impulsionando a indústria cervejeira.

7. Lançamento de The World Guide to Beer, 1977

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Escrito por um dos maiores dinamizadores da cultura cervejeira, o britânico Michael Jackson, The World Guide to Beer reúne avaliações e descrições de mais de 500 marcas clássica de cerveja, que se encontram organizadas em diferentes estilos e categorizadas com base na cultura e tradição das regiões onde são produzidas.


Através deste método, o autor revolucionou o modo como os apreciadores interagem com a cerveja, atalhando caminhos para a globalização da bebida e permitindo que novos consumidores, mais informados e especializados, surgissem ao longo dos anos.

8. Jimmy Carter e o boom da cultura americana, 1978

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Um abstémio convicto, Jimmy Carter, Presidente dos Estados Unidos entre 1977 e 1981, foi fundamental no desenvolvimento da quarta escola cervejeira, a americana. Em 1978, Carter assinou a lei H. R. 1337, documento que revogou legislação que datava da era da Lei Seca e que impulsionou a inovação do setor.


Entre as novas medidas destacavam-se a autorização para produzir cerveja em casa, o que levou à explosão do número de cervejas caseiras e artesanais. Em 1988, dez anos após a lei entrar em vigor, já existiam 200 cervejeiras independentes nos Estados Unidos e em 2019, cerca de 40 anos após a nova lei, o número superou os 7000.

9. O triunfo de Cheers, Aquele Bar, 1982

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No início da década de 1980, uma sitcom norte-americana passava-se integralmente num bar de Boston onde todos conheciam o nosso nome -  e onde várias personagens terminavam um dia de trabalho com uma relaxante cerveja. Cheers durou onze anos, com 273 episódios, e é uma das sitcom mais conhecidas de sempre – nos Estados Unidos mas também no resto do mundo.


A sua popularidade era tal que mudou o modo como as pessoas se reuniam após o dia de trabalho, iniciando uma tendência que permanece até hoje. Cheers foi a melhor campanha de marketing que a cerveja, enquanto bebida social e sociável, poderia ter.

10. Mudanças no mercado cervejeiro, 2015

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A 13 de outubro de 2015, a Anheuser-Busch InBev ofereceu 57 mil milhões de euros pela maior rival, a SABMiller, um negócio que oficializou um ano depois. A empresa resultante deste conglomerado de aquisições atrás de aquisições, a AB InBev, detinha, nesse ano, 28% do mercado global de cervejas.


Os números do negócio e a quantidade de marcas e estilos de cerveja que aqueles representam não deixam margem para dúvidas: o negócio cervejeiro é hoje um dos principais motores da economia de um país, região ou cidade. É a prova da universalidade de uma bebida que sabe inovar constantemente e que nunca se dá por satisfeita. Qual o próximo momento da revolução cervejeira?

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